Mulher Maravilha – Crítica I DC encontra seu rumo

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Mulher Maravilha

Após ver a ascensão do universo cinematográfico de heróis, a DC Comics em parceria com a Warner criou uma nova linha do tempo para as telonas, e desde que apareceram com Homem de Aço, Batman vs. Superman, e o desastroso Esquadrão Suicida, a empresa começou quase a respirar por aparelhos, só que o jogo virou, e Mulher Maravilha é o melhor feito por eles.

Os eventos do filme acontecem durante a Primeira Guerra Mundial. Diana ainda é uma princesa na terra de Themyscira (terra sagrada habitada somente por mulheres), até que em um determinado momento surge, por acaso, Steve Trevor (Chris Pine), um espião com intuito de descobrir a possibilidade de uma poderosa arma química estar em mãos do ditador Ludendorff.

Dentro dessa narrativa a diretora Patty Jenkins acertou no tom de Mulher Maravilha – algo em que a DC precisava achar – produziu algumas séries (The Killing, Five), e pela primeira vez assumiu um blockbuster, mas parece que não houve nenhum problema, pois conseguiu construir um bom texto, grandes cenas, demonstrou a importância da Mulher Maravilha, tanto em sua força, mas principalmente no espirito e na forma de transforma-la em uma deusa.

Quando introduziu cenas de ação aproveitou o ambiente proposto pela equipe, aproveitou bem o cenário em sua volta, tanto na ilha de Themyscira, quanto na capital britânica, Londres.

A israelense Gal Gadot impressiona no papel da princesa Diana Prince, o equilíbrio e destreza faz com que a personagem seja forte e sensível, sem contar com a ingenuidade dela quando decide sair da ilha para adentrar no “universo dos homens”, fez com que o filme tomasse proporções de alívios cômicos na história.

Além de aproveitarem bem Robin Wright, em seu auge, interpretando a Antiope, a tia guerreira que construiu todo o laço ético, moral e principalmente, guerreiro, de Diana.

Vale lembrar da química que ocorreu com Chris Pine atuando como Steve Trevor, a relação entre eles deu certo, em nenhum momento houve a tentativa de sobressair em cena, cada um exerceu o seu papel para alavancar o personagem, construindo uma boa identificação e contexto para quem for assistir.

Mulher Maravilha salva o que estava em risco, a DC nesse momento deve estar comemorando os resultados de um filme longo, mas prazeroso de se assistir. Conseguiram introduzir um personagem da franquia no universo cinematográfico de uma forma tranquila, não pareceu corrido ou desesperado na apresentação, e por ser o primeiro filme descente de uma heroína, a Warner conseguiu ficar à frente de sua maior concorrente, que lançará algo parecido somente em 2019.

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