Crítica | Um Lugar Silencioso – Parte II expande aflição do filme anterior

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Após vários meses de espera, Um Lugar Silencioso – Parte II chega às telonas. Com John Krasinski como diretor e assinando o roteiro sozinho, o longa servirá tanto como uma explicação que visa expor a origem do caos e apresentando personagens cruciais para o desenrolar do enredo, mas também como uma sequência dos passos da família Abbott após o final chocante e dramático do primeiro filme.

Após, então, dos trágicos acontecimentos que finalizaram o primeiro longa, a família Abbott (Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe) precisa se arriscar e sair do que tinham até então como “zona de conforto”, se é que podemos chamar assim. Forçados a embarcar rumo ao desconhecido e lembrando: permanecendo em silêncio absoluto, eles começam a perceber que as ameaças que terão de enfrentar vão muito além das criaturas que caçam guiadas pelo som.

Embarcando em jornadas distintas e separadas, cada um em busca de algo para solucionar um problema mais urgente ou um a longo prazo, as personagens precisam enfrentar desafios inimagináveis para alcançar seus objetivos.Algo muito interessante que se nota é que o longa começa minutos após o término do primeiro filme, o que dá essa sensação real de sequência para a obra, nos deixando cada passo mais curiosos e apreensivos. 

Um pouco mais a frente também temos flashbacks que justificam a presença de John Krasinski novamente no elenco, em Um Lugar Silencioso – Parte II e o importantíssimo momento em que descobrimos como aqueles seres com super audição vieram parar aqui, e como a sociedade foi destruída rapidamente com a chegada deles. É também nesse momento em que apresentam a personagem de Cillian Murphy, crucial para o seguimento do filme e também uma maravilha para os olhos, apesar do visual mais rústico. 

Com um clima assustador e mostrando seu propósito logo nas primeiras cenas, a sequência consegue trazer tudo o que deu certo no primeiro filme e elevar à segunda instância. Temos mais suspense, mais ação, mais desespero e novos personagens e o entendimento das diversas camadas familiares envolvidas. Pode-se dizer que, aqui temos uma história que consegue amarrar o primeiro filme e abrir portas para um terceiro, o que dá a sensação de um longa transicional. Transição essa que ocorre também na tomada de posição das personagens, sem querer dar spoiler, mas fiquem de olho em como as crianças evoluem no enredo.

Vale lembrar que o conceito que de certa forma impulsiona esta franquia para possíveis futuros filmes, não se limita ao terror e tensão que a família passa, mas também ao sentimento de realismo e profundidade que Krasinski entrega e a proximidade que temos com as personagens, após acompanhar toda sua história dramática. Com isso, Um Lugar Silencioso – Parte II consegue manter o nível do primeiro longa, ficando atrás somente na questão de originalidade, que não se tem mais, obviamente.

Em suma, o longa é uma sequência muito envolvente que entrega o que é proposto e um pouco mais. Nos dá uma esperança que já havíamos perdido quanto aos filmes de suspense, um real alívio cinematográfico que preenche os olhos e revira o estômago, no bom sentido, é claro. 

O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros. Confira a programação mais próxima da sua região e aproveite.


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