Crítica | Planeta dos Macacos: A Guerra

Trilogia chega ao fim com uma bela filosofia

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Planeta dos Macacos: A Guerra

O reboot da franquia Planeta dos Macacos dirigido pelo diretor Matt Reeves, tendo como protagonista Andy Serkis no papel do líder César, chega ao fim hoje, dia 03, com o lançamento de Planeta dos Macacos: A Guerra. Com 09 longas originais, esse é um que honra a filosofia criada por Franklin J. Schaffter, em 1968.

Planeta dos Macacos: A Guerra pega o telespectador pela sentido “filosófico da guerra”, pois os macacos procuram um lugar para viver em paz, não buscam conflito com os seres humanos, porém, o Coronel (Wood Harrelson) quer extermina-los, e esse desejo fez com que o lado mais sombrio de César fosse despertado.

A partir desse contexto a guerra, de fato, é curta, os motivos e razões que levam até o embate são priorizados dentro do filme, isso fez com que os diálogos e expressões elevassem o longa, dando tensão em cada momento em que o protagonista encontra seu rival.

Andy Serkis e Wood Harrelson fizeram bem isso, parece que ambos entenderam o sentido e filosofia que defendem. Além de colocarem o drama acima de tudo dentro de confronto, eles souberam dar vida para seus motivos e isso fez bem ao filme, caso você vá assistir esperando diversos tiros e batalhas, esqueçam, – claro que tem, mas é bem menos – pois em Planeta dos Macacos: A Guerra é explorado os motivos para tê-la.

Alguns elementos extras no longa esbarram entre o embate dos principais, entre eles o alivio cômico do Macaco Mau, interpretado por Steven Zahn, foi encaixado nas horas certas, mas ainda incomoda a utilização disso, parece que é quase obrigatório em todos os longas.

E a garota, Nova (Amiah Miller), também aparece como um elemento necessário e sutil para Planeta dos Macacos: A Guerra, mas em alguns momentos derrapa em coisas sem sentido, cenas que são complicadas de serem aceitas pelo público, porém não afeta tanto o filme.

O final de Planeta dos Macacos: A Guerra encerrou bem a trilogia de César, a visão de Matt Reeves para construir as cenas foram escolhidas a dedo, os efeitos especiais para transformar os atores são excelentes, dão vida para os personagens. A opção de filmar fora do set, especificamente no frio do Canadá, transformou o ambiente ainda mais em pós-apocalíptico.

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