Crítica| Os Órfãos cansa com história “batida” de filme de terror

A estreia nos cinemas brasileiros acontecerá no dia 30 de janeiro.

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O filme Os Órfãos acompanha a vida da babá Kate, protagonizada por Mackenzie Davis, que foi designada para trabalhar em uma casa misteriosa para cuidar dos órfãos: Flora (Brooklynn Prince, de Projeto Flórida) e Miles (Finn Wolfhard, de Stranger Things). Mas, com o correr dos acontecimentos, você perceberá que não se trata de uma simples moradia rural e sim, de um território sombrio que guarda muitos segredos, onde seus próprios sentidos podem te enganar.

Dirigido por Floria Sigismondi e com fortes nomes no elenco, Os Órfãos chega com a promessa ilusória de uma possível obra de sucesso, mas não. O longa não consegue criar uma sensação de mergulho no enredo e isso dificulta a empatia com o restante do longa. Os jump scares (técnica utilizada com o intuito de assustar o público em filmes de terror) são baratos e não arrancam nenhum suspiro. A história, até então padrão, torna-se confusa demais para quem não leu o livro de Henry James, A Volta do Parafuso (The Turn of the Screw), que serviu de inspiração para esta produção, o que piora mais ainda a conjuntura do filme.

A obra de James já rendeu clássicos populares como: “Os Inocentes” (1961), com Deborah Kerr, e até uma versão brasileira, “Através da Sombra” (2015), de Walter Lima Jr. Mas vale ressaltar que, depois de Os Inocentes, de todas as produções adaptadas a partir da obra de James, quase nenhuma teve a mesma qualidade do filme e nem entregaram um material no mesmo nível. É o que acontece com o filme em questão.

Finn Wolfhard

Outro ponto em questão é a interpretação dos atores em Os Orfãos que chega a ser lamentável para suas carreiras. Finn Wolfhard, que inicialmente fez sucesso em Stranger Things, começou a cair de nível quando fez o papel de Richie Tozierem It: A Coisa e agoraMiles, como um dos órfãos do filme. A impressão que fica é de que o jovem é daqueles atores que agradam muito o público quando criança e com o passar do tempo e com o amadurecimento, deixa de ser o queridinho nas telonas. A atriz canadense Mackenzie Davis, dada como promessa de Hollywood, também deixa a desejar e aparenta não ter colocado em prática todo o talento que possui. Quem sabe numa próxima?  Já a pequena Brooklynn Prince, por outro lado, mostrou-se bem apta ao papel encarregado e surpreendeu atuando como Flora, uma personagem com algumas variações de sentimentos e personalidade.

Os Órfãos não alcança todo seu potencial e é um desperdício de atores talentosos com esse roteiro batido que não traz nada de novo. Causa uma confusão mental desnecessária e é uma decepção no quesito horror psicológico, ainda mais quando até a metade do segundo ato, o longa estava quase agradável, porém foi perdendo o sentido conforme foi chegava ao desfecho. A produção de Steven Spielberg nada mais é do que uma adaptação fajuta da obra de James, que pela milésima não consegue prender o público. Um filme esquecível com trilha sonora e cenografia padrões de longas de terror que novamente não agregam nada especial ao gênero.

A estreia nos cinemas brasileiros acontecerá no dia 30 de janeiro.

Os Órfãos

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