Crítica | Nova versão de The Batman entrega estilo nunca visto nas telonas

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Ufa, chegou! The Batman está entre nós! A nova leitura do homem-morcego chega as telonas no melhor momento possível apresentando um estilo muito diferente dos antecessores, e até colocando um estilo 007 (brincadeiras à parte), colocando o herói como um agente que muita vezes precisa utilizar seu lado espião a frente do confronto, ao mesmo tempo é quase que suicida ao entrar em confrontos (algo que é sensacional).

Mas vamos lá! O diretor Matt Reeves, conhecido por dirigir dois Planetas dos Macacos, deixou claro que bebeu de duas histórias em quadrinho para construir esse novo universo, tendo Ano 1: em que Batman está em inicio de carreira e está evoluindo; e O Longo Dia das Bruxas: na qual o vilão da história age conforme o primeiro feriado do dia 31 de outubro e caminha para assassinatos ligados a algo maior.

Diante desse dois pontos destacado para construção do filme, temos um Bruce Wayne (Robert Pattison) começando a entender o que o Batman representa para a população de Gotham, meio que procurando o motivo para realizar seus atos, hora é a vingança, justiça e fecha um arco inicial com algo definido. E isso fica bem claro no decorrer da narrativa e a forma de como o ator entendeu a leitura do diretor para desenvolver o personagem. Algo que precisa ficar claro, não há como comparar com os antecessores, pois realmente é um Batman diferente.

The Batman – Uniforme do Homem-Morcego

A história é bem pé no chão (tirando as lutas em que ele toma tiro demais e quase não sofre dano), impressionante a forma como Gotham foi traduzida para The Batman, completamente suja, sombria, sem demonstrar que há esperança na cidade e que a escuridão abraça o herói e também os vilões.

E quanto vilões! O principal é o Charada (Paul Dano), e o mesmo sustenta a narrativa de forma sensacional, ele também age de forma estratégica nas sombras e constrói uma linha de raciocínio que entrega diversas reviravoltas – e aqui novamente apresenta aquela sensação de 007. Outro que rouba a cena é o Pinguim (Colin Farrell), o suporte que ele dá para história e o estilo de um mafioso típico italiano é sensacional. E por fim temos a Mulher Gato (Zoë Kravitz) que possui seu próprio arco no filme, mas ao mesmo tempo é um grande apoio para o herói compreender sua função dentro de Gotham.

Além disso, Gordon (Jeffrey Wright) e Alfred (Andy Serkis) encaixaram bem na famosa jornada do herói, e entregaram com tranquilidade personagens interessantes.

The Batman é uma história de introdução de um novo universo do homem morcego com uma linguagem bem definida e sem amarra com outras tramas da DC. Após anos de complicações, tendo a saída do Ben Affleck da direção e personagem, temos um filme com a cara de Matt Reeves e com um estilo diferente de qualquer outro que já foi feito do homem-morcego. Tendo o estilo sombrio, vilões “reais” e apresentando o lado detetive do personagem são os melhores pontos apresentados nessa versão do Batman.

The Batman

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