Crítica | Demolidor – 3ª Temporada

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Depois de vários desastres, entre eles: segunda temporada de Jessica Jones, as duas de Punho de Ferro e Luke Cage; a Netflix, em parceria com a Marvel, volta a produzir uma temporada de qualidade chegando a um nível digno para o herói Demolidor (Deridevil). Com episódios atraentes e pulsantes a todo público, seja ele fã ou não, conseguindo criar um possível desfecho para essa união que está próxima do fim.

Durante esses 13 capítulos podemos ver Matt Murdock (Charlie Cox) em contradição com seu alter-ego, o Demônio de Hell’s Kitchen, desejando largar de vez a vida de advogado, largando amigos e trabalho, para acabar com Wilson Fisk / Rei do Crime (Vicente D’Onofrio). Algo interessante para Matt, uma vez que, o ator conseguiu extrair tudo de interessante do personagem, transpareceu todos os dramas e nuances das cenas, atingindo um ponto que poucos imaginaram para a trama.

Parabéns para o criador, Erik Oleson, em conjunto com os diretores de cada episódio. Podemos sentir que todos tiraram o máximo do ambiente, ao criar uma tensão exata para cada ato, não deixando cair no cansaço em nenhum momento, seja nas partes em que o diálogo predomina a ação frenética do Demolidor. (E que cenas de combates!) Pois elas conseguem deixar qualquer um sem folego e tenso com a situação, a cada temporada eles conseguem criar algo maior, a tradicional “cena de corredor” expandiu e cresceu na mesma proporção. Acertando no tom e enquadramento da série, reforçando no diálogo inteligente e bem escrito pela equipe de roteiro.

Marvel’s Daredevil

Outra coisa que fez acertar nessa terceira temporada de Demolidor, foi se basear na icônica HQ de Frank Miller, A Queda de Murdock. Obviamente, não seguiu a risca, porém a adaptação seguiu um bom conceito da história original, agradando tanto ao fã a aquele que somente o conhece pela Netflix. Fizeram com que a vida de Matt fosse destruída por completo na mãos do Rei do Crime.

Além da equipe de produção, o elenco de apoio conseguiu explorar bem seus dramas, principalmente Karen Page (Debora Ann Woll). Foggy Nelson, melhor amigo de Matt, teve um papel interessante, mas meio que de lado, até parece que foi difícil achar algo que encaixasse no desenvolvimento de seu personagem. A introdução do Mercenário (Wilson Bethel) demonstrou o quanto o criador e os diretores estiveram empenhado na história, introduziram de um jeito aceitável, e com uma bela evolução de acordo com cada ato. Mas nada foi tão brilhante, quanto a química entre o herói e vilão, Charlie Cox como Demolidor e Vicente D’Onofrio, entregam tudo que há de bom nos dois.

Marvel’s Daredevil

Nesse fim de casamento entre Marvel e Netflix, conseguimos aproveitar uma ótima série. Talvez a única que acertou em todos os sentidos, no tom e na abordagem de temas. Conseguiram evoluir conforme o andar das temporadas, sem deixar cair no cansaço, algo que é normal, pois há 13 episódio com, cerca, de uma hora duração. Caso, parece bem eminente, haja um divorcio entre a plataforma de Streaming e a produtora de heróis no futuro, esse foi um belo desfecho para o Demolidor.

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