Crítica | Coringa entrega um filme de origem de qualidade

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Impressionante a capacidade da DC Comics em parceria com a Warner produzir algo tão sombrio e com qualidade. Pois Coringa consegue entregar uma história que nunca foi contada do personagem, respeitando toda simbologia que ele representa.

Joaquim Phoenix deu a vida, literalmente, para entregar ao telespectador o Arthur Fleck. Estudou bem o palhaço do crime para introduzir a “realidade”, sua atuação beirou a perfeição no momento em que, em conjunto com a narrativa, os atos auxiliam na concordância do público, quase transformando-o em um coitado.

E nesse momento comparações não serão necessárias para expressar a qualidade dele em frente as câmeras, pois falar qual Coringa é melhor seria inútil (Tirando o do Leto em Esquadrão Suicida).

Claro a construção feita por Tod Phillips foi bem interessante, ao pegar o cenário de uma Nova York dos anos 70 bem suja e podre para construir a cidade de Gotham, transformou a fotografia do longa. Assim conseguindo impulsionar atuação de Phoenix.

Quase derrapou em um determinado momento da história, mas corrigiu de forma sensata e consciente, respeitando totalmente o universo do Homem-Morcego. Por isso o diretor consegue o devido respeito no filme, pois ele não inventou algo que rompesse com a tradição e inovou ao desenvolver um enredo que apresentasse uma pessoa que nunca teve “sorte” vivendo no sistema.

Talvez aí seja o maior trunfo do longa Coringa (Joker), uma vez que respeita sua filosofia, o ator entrega um bom personagem, e o diretor consegue cativar e construir o universo do palhaço do crime. Não tem como dar errado.

Coringa

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