Crítica | Com forte elenco, Aqueles Que Me Desejam a Morte entrega produção mediana

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Depois de um tempinho longe das telonas Angelino Jolie está de volta nos radares cinematográficos, mas com participações em obras bem diferentes do que acostumado, como Malévola 2’, ‘Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos’ e o tão aguardado lançamento da Marvel ‘Os Eternos’. Agora voltando às raízes dos filmes de ação, a atriz estreou essa semana o
Aqueles Que Me Desejam a Morte .

A trama acompanha a saga de dois assassinos (Aidan Gillen e Nicholas Hoult) na busca por Connor (Finn Little), um menino que escapou de uma queima de arquivo. O jovem acaba nas mãos de uma patrulheira florestal Hannah (Angelina Jolie), que também está tentando lidar com traumas do passado. O ápice do enredo se dá quando Connor e Hannah tem que tentar sobreviver aos assassinos e ao mesmo tempo enfrentar um incêndio causado pelos próprios meliantes na tentativa de distrair a polícia local e finalizar seu trabalho. 

Como Sheridan, que de início era apenas o roteirista, acabou se envolvendo com a direção, com a saída do diretor escalado inicialmente, podemos perceber diversas pontas soltas ao longo do filme. Primeiramente, o mais importante e frustrante do longa é que apesar do elenco estar em peso, em questão de talento, não conseguimos nos afeiçoar por praticamente nenhuma personagem, já que não foram bem desenvolvidos. Isso, para mim, foi o pior de tudo, deixando uma sensação de que o filme tinha tudo para bombar, mas ficou com cara de sessão da tarde. 

Aqueles Que Me Desejam a Morte também é um filme muito confuso, as lacunas grotescas no roteiro gera uma falta de conexão da protagonista, Hannah com o arco principal. Além disso, a motivação dos vilões não é sequer explicada e fica ao imagético do público… Não se dá pra tomar nem partida e torcer para os mocinhos ou vilões, pois nem sabemos o porquê daquilo tudo está acontecendo e em nenhum momento é explicado. 

Em quase todos os momentos temos a sensação de que falta algo no longa, a falta de informação do enredo e o excesso de clichês nos diálogos e escapatórios  só deixam a trama mais previsível e rasa. Por outro lado, as atuações são até que boas e, como disse o elenco, realmente sustenta o filme. Os efeitos especiais não surpreendem e o que nos sobra é a fotografia competente de Ben Richardson, com somente algumas cenas de ação satisfatórias, nem mesmo a combinação de incêndios reais com a magia da computação gráfica foi suficiente para convencer e impactar alguém.  

A impressão que temos é que em Aqueles que Me Desejam a Morte, Sheridan não quis inovar e sim seguir a receita que vem trabalhando nos últimos tempo, entregando então uma produção cansativa, quase entediante e que claramente não faz a menor questão de fugir do genérico temático. O que temos é mais um filme de ação que não surpreende e que todos já sabem o que esperar do começo ao fim. 


O novo longa de Taylor Sheridan está disponível nos cinemas brasileiros, confira o trailer:

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