Crítica | Aves de Rapina: cômico, sinistro e reflexivo

Chegou a hora das mulheres Fantabulosas brilharem

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Definitivamente a Warner Bros e a DC conseguiram tirar os preconceitos que Liga da Justiça (2017) tinha deixado. Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn) chegou quebrando tudo, principalmente a ideia padronizada do homem como salvador.

No longa, Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) unem forças para salvar a caótica Gotham das mãos do Roman (Ewan McGregor), conhecido como Máscara Negra, resultando em um grupo inusitado de heroínas. As personagens são apresentadas aos poucos e quase sempre acompanhadas por flashbacks que explicam seu passado, sem deixar o público confuso. E como diz a própria Arlequina, a história começa onde ela quer, afinal, é a vez dela contar.

O conjunto da obra é uma loucura. Cenas pesadas e agonizantes de lutas, uma quebradeira doida de ossos que causa sensação de dor até no público… Ai! Bom, pelo menos não foi em mim.

Aves de Rapina não é muito inovador, mas consegue dar mais estilo ao gênero. A forma como Christina Hodson (roteirista), e Cathy Yan (diretora) trabalharam com essa nova pegada de Girl Power, resultou em um filme cômico, colorido e que mostra uma outra Gotham City, a cidade além do caos. As personagens são totalmente diferentes uma das outras, o que cria maior curiosidade espectadores.

McGregor conseguiu entregar uma interpretação tão boa quanto a de Margot Robbie, ao dar vida ao Máscara Negra, vilão sinistrão e doido. O que poderá surpreender o público, depois do fiasco de Doutor Sono (2019).

De uma forma hiláriaAves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa consegue arrancar risadas de quem assiste e uma novo forma de olhar para alguns vilões. É um longa voltado mais para sentimentalismo das personagens do que ao clímax em si, o que deixa o enredo muito cativante e humano.  O equilíbrio entre o humor e as cenas de ação dá um toque leve que é crucial para o filme.

Outro ponto interessante a ressaltar é o visual das mulheres neste filme. Margot Robie, além de atuar, também participou da produção e defendeu que, as mulheres do enredo teriam que passar por uma ressignificação para fugir da ideia de sexualização e objetificação da figura feminina nos filmes de herói.  É ou não é uma fada sensata? (É sim, quem disse não é mal-amado).  É o fim dos vestidos curtos que levavam o público masculino ao delírio.

Até então, podemos afirmar:  um dos maiores acertos da DC, continue neste caminho!

#AdeusPudinzinho

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa chega aos cinemas brasileiros em 7 de fevereiro de 2020.

Confira o trailer de Aves de Rapina

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