Crítica | 1917 Inova no gênero de guerra

by:

Críticas

Nem tudo são flores, assim como nem todo filme de guerra trata-se apenas de tiro, porrada e bomba. O modo como se conta a história é o que rege uma obra inovadora e impecável. É o que Sam Mendes (007 – Operação Skyfall) em parceria com Krysty Wilson-Cairns (Last Night in Soho) conseguiram criar no filme 1917, com um roteiro objetivo e que faz a todo momento o espectador sentir-se parte da trama.

1917 se passa durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e é focado na história dos jovens Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman), soldados britânicos que são encarregados de entregar uma mensagem que poderá salvar 1.600 vidas durante a Guerra, incluindo a do irmão de um deles.

Além dos protagonistas, George MacKay (Capitão Fantástico) e Dean-Charles Chapman (Game Of Thrones), o elenco também reúne grandes nomes como Benedict Cumberbatch, Mark Strong, Richard Madden, Colin Firth e Andrew Scott, que apesar de pouco tempo de tela neste longa, trouxeram excelência à obra.

O longa surpreende com uma fotografia impecável e uma excelente trilha sonora que geram a sensação de imersão total no enredo.

O ingrediente secreto que contribui fortemente para esse mergulho do espectador nos campos de batalha, foi a técnica utilizada pelo diretor de fotografia Roger Deakins que ao filmar em um longo plano-sequência, ou seja, sem cortes aparentes, criou um ritmo de tirar o fôlego de quem assiste o longa. Inovando o gênero de filmes de guerra que já foi tantas vezes explorado, para acompanhar dois soldados em uma missão, como se fizesse parte dela.

Além das cenas de guerra muito bem orquestradas, o que realmente prende o público são os laços humanos retratados e mesmo não tendo muito tempo para trabalhar as emoções dos personagens, o longa explorou muito bem os momentos dramáticos e conflitos psicológicos de cada um.  

Uma curiosidade é que a história foi adaptada a partir de memórias do avô de Sam Mendes, Alfred Mendes, que lutou com o Exército Britânico e serviu como inspiração para o diretor, originando os dois personagens principais: Schofield e Blake. Mas, vale ressaltar, que apesar de serem frutos de memórias verídicas, não são pessoas reais.

Considerando todos os aspectos de 1917, podemos concluir que o longa é mais do que outro filme de guerra comum. É uma obra épica conduzida de forma criativa e genial… uma verdadeira aula de cinema, com uma história cativante que resultou em um dos melhores feitos audiovisuais dos últimos anos. Será que vem Oscar por aí?

Prepare-se para ficar encantado, chocado e sentir fortes emoções ao assistir esta obra cinematográfica que chega as telonas.

Por: Ana Julia Carnahiba

1917

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *