Animais Fantásticos e Onde Habitam – Crítica

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Animais Fantásticos e Onde Habitam é um filme derivado do mundo de Harry Potter, no qual o cientista Newt Scamander (Eddie Redmaybe) guarda em sua maleta diversos tipos de criaturas mágicas. Dessa vez a aventura será em Nova York, não mais em Londres/Hogwarts, e vale lembrar que o longa será 70 anos antes da série antiga.

A história acerta no tom escolhido, pois quando teve de ser divertido, ele foi, as piadas e magias entraram no momento certo, além de serem bem trabalhadas nesse novo universo de bruxaria. Assim como o drama, certo que foi pouco, mas o suficiente – meio que no início e depois no final – dentro do que foi proposto, pois a prioridade era mostrar esse novo grupo.

Animais Fantásticos e Onde Habitam deu um espírito novo para os bruxos, e quem nunca assistiu Harry Potter não precisa se preocupar pois é totalmente diferente, claro, existe menções da outra série, porém nada que complique no entendimento das próximas sequencias.

Eddie Redmaybe fez um personagem bem envolvente, dá para notar em suas expressões o quanto ele dedicou-se para ser o cientista Newt, sua atuação lembra o porquê ganhou o Oscar de melhor ator em “A Teoria de Tudo” em 2014.

Seus parceiros Porpenita Goldstein (Katherine Waterston) – corajosa, guerreira nas decisões –  sua irmã Queenie (Alison Sudol) – a carismática e sensual – junto com Jacob Kowalski (Dan Fogler) – divertido, atrapalhado – entraram bem em suave cena, não foi forçado, souberam encaixar os elementos necessários.

O vilão Percival Graves, feito por Colin Farrel, foi totalmente coadjuvante, aparece pouco em cenas. Suas ações moveram para um problema maior do que todos imaginavam, só isso, mas mesmo assim ele ainda proporciona uma surpresa para a sequência do longa.

Os animais foram criados com personalidades e características únicas, proporcionando a diversão e magia; em um tom divertido, cativante ao ponto de trazer um afeto para o público.

A trilha sonora desenvolvida por James Newton Howard (Batman Begins, Jogos Vorazes) demonstra uma tendência a criar algo tenso, algo que ele fez muito bem. Trouxe um ar de fantasia, alegria e ansiedade para o desenrolar do filme.

Mesmo tendo um certo exagero dentro de cenas em que talvez fosse desnecessário, até roubando um pouco da atenção, não podemos esquecer que o longa faz parte de um universo que procura utilizar bastante esse recurso, ou seja, típico dele aproveitar isso para dar um clímax.we

O filme consegue manter o mesmo nível de seus antecessores, ou seja, é ótimo e encanta a todos que gostem do universo da bruxaria. Tudo indica que essa grande novidade, pode agradar  e foi muito bem pensado pela Warner Bros em  conjunto com J.K. Rowlling e o diretor David Yates, conhecido por fazer cinco longas da franquia  Harry Potter.

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