ORGULHO NERD | O PODER DAS ANIMAÇÕES PARA O PÚBLICO INFANTIL

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No dia 25 de maio é celebrado o Dia do Orgulho Nerd, data importantíssima comemorada pelos adeptos da cultura geek. Além disso, a data também é conhecida como Dia da Toalha em homenagem ao escritor do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, Douglas Adams. Sua obra foi um marco fundamental na literatura nerd, principalmente por misturar ficção, humor e sarcasmo. Ainda no livro, Douglas afirma que a toalha é um item essencial para escapar de diversas situações, daí o nome de “Dia da Toalha”. 

O primeiro registro da comemoração foi em 2001, quando usuários do fórum inspirado no “Guia do Mochileiro das Galáxias” decidiram fazer uma homenagem duas semanas após a morte de Douglas. Então saíram às ruas carregando uma toalha nos ombros ou pendurada na mochila fazendo referência à obra do autor. Tudo é lindo e maravilhoso, o objetivo do dia de hoje é celebrar e comemorar o universo geek e nerd, mas não é só disso que queremos falar.  

Atualmente, as crianças tendem a ficar muito tempo conectadas em tablets, computadores e celulares, seja assistindo a vídeos no YouTube ou vendo programas infantis.  A dúvida é como produzir conteúdos de qualidade para os pequenos, abordando assuntos bem atuais e temas importantíssimos para compreender a sociedade, como a igualdade de gênero. 

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Muitas produções já fazem isso, mas olhando mais fundo, qual  gênero é historicamente discriminado apenas por existir? Isso mesmo! As mulheres. Com a ascensão do mundo nerd e maior aceitação da sociedade sobre assuntos nessa temática, um assunto que está sendo muito pautado é a representação feminina nas animações, filmes e quadrinhos e, como a personificação dessas personagens impactam no consciente das meninas. 

O caminho para a representatividade feminina no cinema, por exemplo, é longo e complexo, mas pouco a pouco temos cada vez mais protagonistas femininas fortalecendo a identificação que ainda é muito falha, conseguindo cativar mais meninas para o audiovisual. Levando em consideração o ideal da Disney, por exemplo, que é conhecida por manifestar um encanto que envolve as pessoas no mundo de magia, mesclando realidade e ficção de uma forma sutil e convincente, integrando todas as idades num só grupo. Além disso, filmes como Moana, Raya e Valente trazem personagens femininas como protagonistas, o que chama mais atenção das meninas e estimula a independência e autoconfiança das crianças.

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De fato o que podemos perceber é que apesar de lenta, a mudança acontece, isso é o que importa. As personagens são transformadas ao longo das décadas, o que pode ser percebido através de seu discurso, influenciado pelas novas tradições e configurações sociais, num cenário em que a beleza é o atrativo menos relevante, valorizando-se a autonomia e independência da mulher. Nesse sentido podemos comparar o enredo da tradicional história da Pequena Sereia, que basicamente quer deixar de ser quem é por um homem, com o enredo de Valente, que prefere fugir do que ter de abrir mão de sua independência e se sujeitar a um casamento arranjado. 

Expandindo os campos para além do audiovisual, nas leituras infantis também podemos perceber uma mudança muito importante nos enredos, que ultimamente tendem a trazer mais vezes mulheres na tentativa de inspirar as meninas a serem heroínas e livres de preceitos antigos, ultrapassados e misóginos. No livro, da plataforma Dentro da História, “Mulher Maravilha – A Vingança da Mulher Leopardo” é possível até fazer uma personalização colocando uma imagem da criança ao lado da personagem Mulher Maravilha, aumentando a interatividade e imersão das meninas.

Dessa forma é notório que o papel feminino passa por modificações significativas, colocando a mulher num patamar de igualdade, desconstruindo os estereótipos construídos pela sociedade e a diferença de gêneros, apresentando uma nova identidade feminina: a mulher independente, determinada e capaz de enfrentar a nova realidade social sem, necessariamente, precisar de um homem ao seu lado. E você, o que está fazendo para contribuir para um mundo mais justo e igualitário?

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